{"id":12963,"date":"2016-12-07T08:40:26","date_gmt":"2016-12-07T11:40:26","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=12963"},"modified":"2025-11-12T08:44:19","modified_gmt":"2025-11-12T11:44:19","slug":"aperitivo-da-palavra-i-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dev.antoniopaim.com.br\/diversos\/aperitivo-da-palavra-i-19\/","title":{"rendered":"Aperitivo da Palavra I"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>RENATO SUTTANA \u2013 AS PORTAS QUE ME ABRIRAM<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&nbsp;<\/strong><em>Por Jorge Elias Neto<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Quando-me-abriram-portas-Renato-Suttana-Int.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"284\" height=\"450\" src=\"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Quando-me-abriram-portas-Renato-Suttana-Int.jpg\" alt=\"quando-me-abriram-portas-renato-suttana\" class=\"wp-image-12965\" srcset=\"https:\/\/dev.antoniopaim.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Quando-me-abriram-portas-Renato-Suttana-Int.jpg 284w, https:\/\/dev.antoniopaim.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Quando-me-abriram-portas-Renato-Suttana-Int-189x300.jpg 189w\" sizes=\"auto, (max-width: 284px) 100vw, 284px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nem sempre as portas que se abrem, os caminhos que se apresentam \u2013 v\u00e1rios \u2013 se traduzem em possibilidades infinitas ou sinalizam um futuro de luz e certezas. \u00c9 neste caminho que nos conduz Renato Suttana neste \u201cQuando me abriram portas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diz o poeta das portas transpostas, da ilus\u00f3ria luz do instante, do penoso desdobrar-se neste policrom\u00e1tico mundo da p\u00f3s-modernidade. Prop\u00f5e a necessidade que o pressuposto semideus tem de \u201cdescer do Olimpo\u201d e ficar \u201cem casa, num t\u00e9dio a demora-se&#8230;\u201d, pois somente assim \u201capagadas as luzes\u201d ele v\u00ea \u201creavivar a brasa do engano-pretens\u00e3o na alma finita\u201d. Mas, este avan\u00e7ar \u201csob luz escassa\u201d, que se afigura desolador para os desprovidos, se apresenta ao bardo como uma prova da sombra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Suttana convida o leitor a hesitar em lan\u00e7ar-se no instante; a aguardar e observar as portas abertas; a observar a luz-poema que antecede o passo desnecess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma lamparina ilumina muito pouco, quase nada. Seu principal papel pode ser nos mostrar o qu\u00e3o escura \u00e9 a noite. Podemos raciocinar de igual forma em rela\u00e7\u00e3o ao poema, pois ele pode servir para muito pouca coisa, ou mesmo para nada, como muitos pensam ou pretendem nos convencer. Mas isso \u00e9 um engano. O poema nos abre os olhos para as cores em nosso redor. Faz-nos ver a poesia das pequenas coisas do cotidiano. Emociona-nos. E isso \u00e9 essencial para a humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Que digo? \u2013 E eu, que n\u00e3o sei a n\u00e3o ser isto \u2013<\/em><br \/>\n<em>a n\u00e3o ser algum trapo de alcan\u00e7ar<\/em><br \/>\n<em>que esfarrapa a nudez de que me visto?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O poeta nos motiva a \u201cpassar do tr\u00eamulo ao seguro\u201d. E isso \u00e9 poss\u00edvel quando n\u00e3o nos cobramos tanto em rela\u00e7\u00e3o ao porvir e \u00e0s conquistas; quando n\u00e3o imputamos \u00e0 nossa exist\u00eancia a primazia do instante. Digamos \u201cN\u00c3O\u201d \u00e0 \u201curg\u00eancia que a pregui\u00e7a desmantela!\u201d. Digamos basta \u00e0s \u201cnecessidades, preitos, juramentos \u2013 saltos, vertigens, surtos, lan\u00e7amentos&#8230;\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vemos o \u201cser desnudo\u201d, m\u00faltiplo, incoerente a refletir sobre sua exist\u00eancia, abandonado nesse \u201cmist\u00e9rio de avan\u00e7ar sozinho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um brinde ent\u00e3o \u00e0 incoer\u00eancia humana&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atrav\u00e9s dessas portas n\u00e3o transpostas nos atinge a luz da iman\u00eancia \u2013 aguda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eis o processo de desconstru\u00e7\u00e3o poss\u00edvel, o (desa)sossego atingido, essa \u201ccoisa simples, verdadeira, que h\u00e1 de durar, no entanto, a vida inteira.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Homem, ser-arremesso, que:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>N\u00e3o encontra o prop\u00f3sito que o incumba<\/em><br \/>\n<em>E passa assim seu tempo, transtornado,<\/em><br \/>\n<em>A pensar no equil\u00edbrio perturbado<\/em><br \/>\n<em>De um peso sob o qual, no fim, sucumba.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Somos mat\u00e9ria inc\u00f3gnita \u2013 n\u00f3s \u2013 o \u201ccapital humano\u201d, os replicantes de \u201cBlade Runner\u201d, fruto de uma robotiza\u00e7\u00e3o, visto serem os replicantes tamb\u00e9m consumidores a realimentar o ciclo capitalista. Buscamos a notoriedade, mas somos massa de manobra, mat\u00e9ria inc\u00f3gnita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o se discute aqui o \u201csalto\u201d camusiano, mas o \u201csalto\u201d cotidiano em busca do que insta e instiga o \u201cerr\u00f4neo salto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Livro que nos diz do caminho, do nosso caminho, nossa relut\u00e2ncia \u2013 quando cr\u00edticos \u2013 em \u201cavan\u00e7ar para dentro da chuva\u201d, conscientes de estarmos \u201cperdidos em um rastro n\u00e3o perseguido\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse parar e avan\u00e7ar do homem contempor\u00e2neo, essa \u201cansiedade de ver e de saber\u201d, essa busca incessante da supera\u00e7\u00e3o do limite, esse \u201cdisparar-contra mil coisas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 in\u00f3cua a batalha da vida. \u00c9 uma busca ingl\u00f3ria, onde nos consumimos em busca de prazer \u2013 \u201ccombust\u00edvel de nossa ansiedade \u2013 aguado e v\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E isso j\u00e1 se observa no poema que nomeia o livro de Renato Suttana, quando o poeta identifica a falsa \u201cM\u00e1quina do Mundo\u201d, agora n\u00e3o mais a m\u00e1quina metaf\u00edsica drumondiana, mas uma \u201canti-m\u00e1quina\u201d \u2013 sedutora \u2013 a nos polvilhar instantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Quando me abriram portas, n\u00e3o passei.<\/em><br \/>\n<em>Quando, ao longe, acenando, me chamaram<\/em><br \/>\n<em>E a dire\u00e7\u00e3o da entrada me mostraram,<\/em><br \/>\n<em>Foi com orgulho e calma que os tratei.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Quando, sem compreender por que hesitei<\/em><br \/>\n<em>Frente aos tesouros que me presentearam,<\/em><br \/>\n<em>Finalmente, a sorrir, me deserdaram,<\/em><br \/>\n<em>Seguindo o rito de uma antiga lei,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Foi com uma indiferen\u00e7a de mendigo<\/em><br \/>\n<em>Que a sagra\u00e7\u00e3o troquei pelo perigo,<\/em><br \/>\n<em>Preferindo os desertos do extravio:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Sem entender eu mesmo \u2013 assim ningu\u00e9m \u2013 <\/em><br \/>\n<em>O motivo, a raz\u00e3o do meu desd\u00e9m,<\/em><br \/>\n<em>Nem o (se o houve) sentido do desvio.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As portas de Suttana se abrem para o ef\u00eamero, dizem dos mares, labirintos, nos guiam com a luz-poema por mares, desertos e labirintos. Mostra-nos, e nos faz sentir, a dor de \u201cestar assim de frente para o que \u00e9 sem resposta e \u00e9, no entanto, observ\u00e1vel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o <em>poemas-galope<\/em>, de ritmo angustiante, tradu\u00e7\u00e3o do que nos tornamos. Sim, mais uma vez a poesia nos traduz. Homens \u201cmoldados\u201d pelo deus-mercado a nos dizer \u201cVai mais longe. N\u00e3o para. Precipita-se. Atira-se por cima \u2013 do imposs\u00edvel&#8230;\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Velocidade ins\u00f3lita \u2013 imprevista \u2013 <\/em><br \/>\n<em>De tudo quanto a vida movimenta:<\/em><br \/>\n<em>Da esperan\u00e7a de ter, que nos alenta,<\/em><br \/>\n<em>Do desejo de ver, que nos despista.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Vertigem que nos al\u00e7a e nos orienta<\/em><br \/>\n<em>Em dire\u00e7\u00e3o a um nada de conquista,<\/em><br \/>\n<em>Pulsando em n\u00f3s (at\u00e9 que a asa desista),<\/em><br \/>\n<em>Como um sonho de altura, na tormenta.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Pressa de achar sentido e dar resposta,<\/em><br \/>\n<em>No escuro do intervalo, a uma quest\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>Que \u00e9 no entanto ou equ\u00edvoca ou suposta;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Mas que nos leva adiante e nos madura,<\/em><br \/>\n<em>Nos instiga entre as chuvas, no ver\u00e3o,<\/em><br \/>\n<em>Nos faz querer a meta \u2013 erma e futura.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Suttana \u00e9 um \u201cespecialista em desist\u00eancia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>sabe que na metade, em plena urg\u00eancia<\/em><br \/>\n<em>de dar um fecho ao plano, ao meditado,<\/em><br \/>\n<em>se cansou \u2013 e h\u00e1 de estar ali parado,<\/em><br \/>\n<em>satisfeito de espera e inconsist\u00eancia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diz Ortega e Gasset que \u201cla conciencia de cada uno de nosostros, em efecto, es uma sociedad de personas; em mi viven v\u00e1rios yos, y hasta los yo de aquellos com quienes vivo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se considerarmos que quando morremos persiste a Vontade, mas parte um Universo representado pelos olhos de nossa consci\u00eancia; e se somos: \u201ceu e nossa circunst\u00e2ncia\u201d, quando morremos morre um pouco da consci\u00eancia da sociedade, pois nosso olhar, nossa forma particular de olhar, n\u00e3o deixa de sofrer algum olhar que seja o olhar do poeta; uma forma particular de \u201cver\u201d contida em um universo de olhares \u201cmedianos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E este livro \u00e9 uma vis\u00e3o critica da contemporaneidade sob o formato cl\u00e1ssico do soneto. \u00c9 esse o \u201ctruque\u201d do poeta: a retomada da forma cl\u00e1ssica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Realizei o meu truque em plena claridade<\/em><br \/>\n<em>Diante da multid\u00e3o que n\u00e3o veio me ver,<\/em><br \/>\n<em>Mas por acaso ali parou, a se entreter,<\/em><br \/>\n<em>Num limite exterior da infinita cidade.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Movidos (reparei) pela curiosidade,<\/em><br \/>\n<em>Uma pergunta me fizeram de ir e ser,<\/em><br \/>\n<em>A que eu n\u00e3o soube \u2013 o equilibrista \u2013 responder,<\/em><br \/>\n<em>Pois me ocupava um pensamento da verdade.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Como o espet\u00e1culo durasse pobre e morno,<\/em><br \/>\n<em>Pediram-me que desse um salto diferente,<\/em><br \/>\n<em>De modo a divertir com uma pirueta a gente. \u2013<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>E eu, com um gesto teatral de excel\u00eancia e retorno,<\/em><br \/>\n<em>Da cartola tirei um pombo, um coelho, um len\u00e7o \u2013 <\/em><br \/>\n<em>Que eram migalhas s\u00f3 do meu denodo imenso.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o gosta o leitor da forma, da m\u00e9trica? Que pena! Considera-a anacr\u00f4nica? Um enfado? Sugiro que se desfa\u00e7a deste ran\u00e7o, deste preconceito, e reflita sobre o que significaria a retomada das formas cl\u00e1ssicas para discutir a quest\u00e3o do nosso tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E nada melhor do que come\u00e7ar pela leitura deste \u201cQuando me abriram as portas\u201d, do poeta Renato Suttana, lan\u00e7ado pela Editora Mondrongo. Certamente, um dos melhores livros de poemas publicados nos \u00faltimos anos em nosso pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Jorge Elias Neto<\/em><\/strong><em> \u00e9 capixaba, poeta, ensa\u00edsta e m\u00e9dico. Autor de \u201cVerdes versos\u201d (Flor&amp;Cultura &#8211; 2007), \u201cRascunhos do absurdo\u201d (Flor&amp;Cultura \u2013 2010), \u201cOs ossos da baleia\u201d (SECULT \u2013 2012), \u201cGlacial\u201d (Ed. Patu\u00e1 \u2013 2014), \u201cBreve dicion\u00e1rio (po\u00e9tico) do&nbsp; boxe\u201d (Ed. Patu\u00e1 \u2013 2015) e \u201cCabotagem\u201d (Ed. Mondrongo \u2013 2016). Publica regularmente na Revista Diversos Afins, Mallarmargens, Revista Germina de Literatura e Revista Zunai. <\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Elias Neto vislumbra acessos ao novo livro do poeta Renato Suttana<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12964,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"autor_texto":"","texto_outros_olhares":"","footnotes":""},"categories":[3205,16],"tags":[11,3206,410,154,3208,3207,189],"caderno":[4365],"class_list":["post-12963","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-115a-leva","category-destaques","tag-aperitivo-da-palavra","tag-as-portas-que-me-abriram","tag-editora-mondrongo","tag-jorge-elias-neto","tag-quando-me-abriram-portas","tag-renato-suttana","tag-resenha","caderno-aperitivo-da-palavra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dev.antoniopaim.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12963","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dev.antoniopaim.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dev.antoniopaim.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.antoniopaim.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.antoniopaim.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12963"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/dev.antoniopaim.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12963\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21947,"href":"https:\/\/dev.antoniopaim.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12963\/revisions\/21947"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.antoniopaim.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12964"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dev.antoniopaim.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12963"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.antoniopaim.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12963"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.antoniopaim.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12963"},{"taxonomy":"caderno","embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.antoniopaim.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/caderno?post=12963"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}